Copa do Mundo 2026

A Copa do Mundo começou, mas ainda há duas cerimônias de abertura pela frente

Cercada de grandes expectativas, e polêmicas, começou a copa, no México, um dos países anfitriões, com cerimônia de abertura antes do jogo inaugural. E protestos da AMI

Junho 11, 2026

Cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2026, na Cidade do México antes da partida entre o México e África do Sul. Crédito: EpA/Sashenka Gutierrez
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Cercada de grandes expectativas em todo o mundo, teve início nesta quinta-feira (11) a Copa do Mundo de 2026. A partida de abertura entre o México, um dos países anfitriões, e a África do Sul foi disputada na Cidade do México, com vitória dos donos da casa por 2-0.

A partida foi antecedida pela cerimônia de abertura, uma das três previstas para o torneio. As outras duas acontecem nesta sexta-feira (12), antes dos jogos entre Canadá e Bósnia-Herzegovina, pelo Grupo B, e Estados Unidos e Paraguai, pelo Grupo D.

 

Julian Quinones celebrando o primeiro gol do México contra a África do Sul. Crédito: Lusa/ EPA/Sashenka Gutierrez

Cercada de grande expectativa mundial, esta é a maior Copa do Mundo da história. Organizada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, a competição promete movimentar torcedores de todo o planeta durante 39 dias, reunindo 48 seleções e um total de 104 partidas.

A primeira fase, com as 48 seleções divididas em 12 grupos, contará com 72 jogos. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam para a fase eliminatória, juntamente com os oito melhores terceiros colocados.

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As 32 equipes classificadas disputarão a fase de 16 avos de final, uma novidade na história da Copa do Mundo. Em seguida, serão disputadas as oitavas de final, quartas de final, semifinais, a decisão do terceiro lugar e a grande final, marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos.

Entre as 48 seleções participantes da Copa do Mundo de 2026 estão Portugal e Brasil.

A seleção portuguesa estreia na quarta-feira (17), sétimo dia da 23ª edição do torneio, enfrentando a República Democrática do Congo no NRG Stadium, em Houston, às 18h (horário de Lisboa), em partida válida pela primeira rodada do Grupo K.

Já o Brasil faz sua estreia daqui a dois dias, no sábado (13), contra o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey/Nova York, às 23h no horário de Lisboa.

Uma Copa do Mundo cercada de polêmicas entre EUA e Países participantes

Fãs mexicanos assistindo o primeiro jogo contra a África do Sul na Fan Zone em Washington, DC, Crédito: EPA/Will Oliver

Após diversos incidentes na entrada dos EUA e consequentes protestos registrados em várias partes do mundo, a Amnistia Internacional também manifestou sua preocupação em comunicado oficial. Segundo a organização, apesar de a Fifa ter prometido “um torneio em que todos se sentissem seguros, incluídos e livres para exercer seus direitos, a repressão e a divisão ameaçam assumir o protagonismo”.

Nas últimas semanas, antes mesmo do início oficial da competição, surgiram relatos de um número significativo de pessoas que tiveram seus vistos ou a entrada nos Estados Unidos negados para acompanhar o torneio. É o caso, por exemplo, do árbitro somali Omar Artan, de integrantes de torcidas organizadas do Marrocos e de jornalistas da África e do Irã.

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Também o atacante iraquiano Aymen Hussein ficou retido por sete horas em Chicago pelos serviços de imigração dos Estados Unidos. Além disso, a cota de ingressos previamente garantida aos torcedores da seleção iraniana foi cancelada, enquanto 13 membros da delegação do Irã seguem sem visto, obrigando a equipe a se instalar temporariamente no México.

Segundo a Amnistia Internacional, esses episódios reforçam as preocupações já apontadas no relatório divulgado no fim de março, intitulado “A Humanidade Tem de Vencer: Defender os Direitos, Combater a Repressão na Copa do Mundo da FIFA 2026”. O documento detalha os riscos significativos para os direitos humanos nesta edição do torneio e seus impactos sobre torcedores, jogadores, jornalistas, trabalhadores e comunidades locais dos três países anfitriões.

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A organização conclui fazendo um apelo ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e às autoridades dos países-sede para que garantam que esta seja, de fato, uma Copa do Mundo para todos.

susana@revistaentrerios.pt