Esporte

Ayrton Senna, 32 anos de luto

Maio 7, 2026

Crédito: Jonathan Borba/Pexels.
Crédito: Jonathan Borba/Pexels.
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A maioria dos brasileiros, mesmo os de memória fraca, lembra o que fazia no dia 1º de maio de 1994, quando Ayrton Senna, 34 anos, saiu da pista e bateu, a 300 quilômetros por hora, na curva Tamburello, durante o GP de San Marino, em Ímola, na Itália. Muitos estavam justamente assistindo à corrida pela televisão quando a catástrofe aconteceu, há 32 anos. O piloto da Williams tinha três títulos mundiais no currículo, 41 vitórias, 65 pole positions e uma legião de fãs no mundo.

Saía de cena assim, ao vivo e a cores, içado por um helicóptero e conduzido até o Hospital Maggiore, em Bolonha, de onde veio a notícia fatídica, às 13h40 de Brasília: Ayrton Senna estava morto. Ao perder a vida, Senna inaugurou mudanças fundamentais à segurança da principal categoria do automobilismo. O legado desse luto inclui o reforço do cockpit e a ampliação das áreas de escape dos circuitos – e é injusto não reverenciar também o piloto austríaco Roland Ratzenberger, que, na véspera, durante os treinos classificatórios de Ímola, sofreu um acidente fatal naquele circuito de San Marino. Apesar dos progressos, volta e meia surgem polêmicas, claro, como a da atual temporada, o super clipping, que provoca a redução brusca da velocidade do carro nas retas para a recarga da bateria.

O legado de Senna vai além das melhorias que o luto imprimiu à categoria. O mundo cobra da Fórmula 1 um sucessor, e há quem considere que o estilo agressivo do brasileiro pulsa no italiano Kimi Antonelli, de 19 anos, o queridinho da temporada de 2026. Fã declarado do brasileiro, o piloto da Mercedes vem chamando a atenção dos especialistas do esporte devido a algumas semelhanças (e coincidências). Ambos conseguiram, por exemplo, a primeira pole position e a primeira vitória na segunda corrida da segunda temporada. E com o número 12 no carro.

Senna teve uma trajetória de reconhecimento desde que conquistou a primeira vitória na Fórmula 1, em abril de 1985, no GP de Portugal. Em seu segundo ano na categoria, sob fortíssima chuva, o jovem piloto conduziu a Lotus 97T à vitória, de ponta a ponta, no circuito de Estoril, já consolidando o talento em pista molhada, característica marcante que acompanharia sua biografia até o fim. Qualquer brasileiro, mesmo de memória fraca, certamente lembra.

Essa coluna foi publicada originalmente na revista EntreRios.

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