Em 2025, a comunidade brasileira residente no exterior foi estimada em aproximadamente 5,29 milhões de pessoas, representando crescimento em relação a 2024, quando o contingente era de cerca de 5,18 milhões. A variação confirma a continuidade do processo de expansão das comunidades brasileiras no exterior, ainda que em ritmo moderado. Confira o relatório completo aqui.
Entre 2023 e 2025, a população brasileira no exterior saiu de 4,99 milhões para 5,29 milhões de pessoas, um aumento de mais de 300 mil pessoas ou de 6,1%.
A América do Norte concentra 42,5% da população (2,25 milhões), a Europa possui 35,38% (1,87 milhão), América do Sul com 13,79% (730 mil), seguidos por Ásia, Oceania, Oriente Médico, África e América Central e Caribe com o restante da população.
Os dados do Ministério das Relações Exteriores foram divulgados no Relatório Consular do Brasil, publicado no final da semana passada.
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Portugal é colocado como o segundo país que mais possui brasileiros, com 628 mil pessoas, atrás apenas dos Estados Unidos, o que representa 33,53% de toda a população vivendo na Europa. Em terceiro lugar, vem o Paraguai, que possui mais de 270 mil brasileiros.
Os números diferem daqueles divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que informou que Portugal possui 574.195 pessoas. Nesse caso são contabilizadas apenas as pessoas em situação regular, enquanto os números do MRE incluem também os brasileiros binacionais e aqueles em processo de regularização.
O aumento na população residente no exterior também levou a um crescimento no número de atendimentos feitos pelas embaixadas e consulados, passando de 61.533 atendimentos realizados em 2024 para 95.141 em 2025, além de 1,13 milhão de serviços consulares registrados em 2025, abrangendo desde a emissão de documentos de viagem até atos notariais e de registro civil.
O relatório, porém, destaca que nem todos os números foram de crescimento, já que houve um contexto de acirramento das políticas anti-imigração em diversos países, o que levou a um movimento de retorno ao Brasil, voluntário ou compulsório.
“Esse movimento gerou a necessidade de formulação ou robustecimento de políticas públicas voltadas à reintegração social, cultural e laboral desses migrantes, um contingente heterogêneo quanto a perfis, trajetórias e níveis de qualificação. Impõe-se, nesse cenário, a adoção de abordagens que considerem os desafios da readaptação e os fatores que condicionam seu êxito, como a preparação prévia para o retorno, os recursos acumulados, a capacitação adquirida no exterior, as redes de apoio e o acesso à informação sobre as oportunidades no país”, destacou o texto.
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O movimento levou a mais brasileiros presentes em grandes centros populacionais e em regiões de fronteira. “Esse cenário reforça a importância estratégica das repartições consulares localizadas em áreas de elevada circulação, bem como a necessidade de contínuo aprimoramento dos mecanismos de orientação e prevenção”, ressaltou.
Além disso, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa é o quarto maior fora do país, atendendo a 370 mil brasileiros, enquanto o do Porto é o sexto, para 208 mil pessoas.
Nos três primeiros lugares estão as unidades Nova York, Boston e Miami e em quinto o de Orlando. No último ano, o relatório destacou a abertura de novas unidades consulares pelo mundo, o que inclui o de Belmonte, no norte do país, ligado ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.
Entre alguns dos destaques apontados também estão parcerias e reuniões bilaterais e multilaterais como a reunião da Subcomissão Brasil– Portugal de Assuntos Consulares e Circulação de Pessoas, realizada em 2025, a fim de proporcionar um espaço acompanhamento da mobilidade entre os países, regularização migratória, documentação e cooperação jurídica, além do combate à xenofobia, à discriminação e a violência de gênero, que culminou com a instalação do Espaço da Mulher Brasileira em Lisboa.
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