As inscrições para o concurso “Amigos e Amigas do Brasil”, foram prorrogadas até o dia 8 de maio. A iniciativa, promovida pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, em parceria com o Instituto Guimarães Rosa e a Embaixada do Brasil, propõe que estudantes em Portugal possam refletir sobre a interculturalidade, integração e possam combater o preconceito e a xenofobia. Os trabalhos vencedores serão conhecidos em 25 de maio.
O concurso será dividido em dois grupos: estudantes do 5º ao 8º ano e do 9º ao 12º. Os alunos deverão participar em equipes (2 a 5 pessoas) — obrigatoriamente formadas por jovens de, pelo menos, duas nacionalidades diferentes — como forma de estimular a convivência e a troca cultural.
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Ao todo serão 18 prêmios, incluindo será de até 500 euros por grupo vencedor em cada categoria, além de uma viagem ao Brasil para professores com mais participações.
Os trabalhos podem ser apresentados em três categorias: redação, vídeos ou música e desenho ou pintura. O tema central é a amizade, mas com um pano de fundo claro: promover inclusão e combater estereótipos. “Queremos provocar uma dinâmica em que o aluno estrangeiro, muitas vezes isolado ou estereotipado, passe a ser valorizado dentro da escola”, ressaltou.
Ao todo, serão dois formulários (o primeiro, do 5º ao 8º ano escolar, e o segundo, do 9º ao 12º ano). Os vencedores serão conhecidos após avaliação de um júri composto por 100 pessoas, entre diplomatas, empresários e profissionais da comunicação. O resultado final será divulgado no dia 25 de maio.
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“Estamos falando de bullying, xenofobia, racismo — problemas reais nessa faixa etária. A ideia é lidar com isso de forma positiva, através da cultura, da amizade e da interculturalidade. Não falamos brasileiro, falamos português. O desconhecimento muitas vezes está na origem do preconceito”, explicou o cônsul-geral do Brasil em Lisboa, Alessandro Candeas, na ocasião do lançamento da campanha.
Os dados reforçam a urgência da iniciativa: os casos de bullying e xenofobia nas escolas portuguesas aumentaram 7,4% no último ano letivo, com mais de 4.100 ocorrências registradas pelo programa Escola Segura.
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