A transmissão do Rock in Rio Lisboa 2026 marcou um novo momento para a Watch Labs, empresa de Curitiba especializada em tecnologia para streaming e eventos ao vivo. O projeto alcançou mais de 20 mil usuários em 95 países e 1.618 cidades, com cerca de 65% de engajamento. Segundo a companhia, 20% da audiência acessou a plataforma de fora de Portugal.
Fundado em 2018, o grupo se internacionalizou em 2024 e escolheu o país como porta de entrada para a expansão. Além da Watch TV, conteúdo sob demanda oferecido a mais de 2,6 mil provedores de internet, há uma unidade voltada ao desenvolvimento de aplicativos próprios para empresas, eventos e organizações.
“O Rock in Rio Lisboa nos abriu portas e consolidou nossa presença na Europa. Já desenvolvemos soluções para streaming e eventos ao vivo antes, mas essa entrega mostrou ao mercado internacional que conseguimos operar um sistema de grande escala, com rapidez, estabilidade e foco na experiência do usuário”, afirma Fhabyo Matesick, CMO da Watch Labs.
Portugal como ponto de partida
A operação portuguesa já conta com sete colaboradores, além do suporte da equipe no Brasil. A estratégia, segundo Ricardo Presa, adviser da Watch Labs na Europa, é estabelecer parcerias e desenvolver novos trabalhos ligados principalmente a festivais, cultura e esporte.

“É importante criarmos parcerias com diferentes entidades e associações para que os produtos tenham sucesso”, afirma. A empresa também prepara o lançamento de uma nova solução em setembro e prevê outras novidades até o fim de 2026.
Entre os projetos desenvolvidos no país está uma plataforma de transmissão para as Associações de Futebol Regionais, que reúne clubes das divisões inferiores do Campeonato Português e tem forte audiência dos brasileiros. Para Presa, a grande presença desta comunidade no país também pode abrir espaço para novas ideias.
“Teremos produtos que serão lançados em Portugal e também para fora, mas muito interessantes para os brasileiros“, diz.
Há também, em desenvolvimento, um serviço voltado a detentores de direitos esportivos. A ferramenta permite que uma entidade esportiva tenha um site dedicado à exibição dos jogos ao vivo, com informações sobre a competição e os clubes, além de melhores momentos em vídeo e estatísticas. “Será um ecossistema do esporte, que estará aberto não só para Portugal, mas para o mundo”, explica Presa.
O objetivo da Watch Labs, garante o executivo, é começar no mercado português, mas também olhar para fora. “Nossa meta é ser global desde o primeiro dia“. Neste ano, chegou a Miami, nos Estados Unidos. Entre os destinos considerados estratégicos estão Angola, França e Índia. Queremos, até o fim do ano, ter clientes em pelo menos três continentes, com foco nas indústrias de mídia e de esportes.
Tecnologia própria
A Watch Labs desenvolve infraestrutura para distribuição de conteúdo em vídeo sob demanda e transmissões ao vivo, inclusive de eventos com múltiplos palcos. As plataformas podem ser acessadas diretamente pelo navegador, sem a necessidade de baixar um aplicativo. A empresa também oferece ferramentas de monetização e análise de dados, além de permitir que cada projeto seja adaptado às necessidades do cliente. “Temos vários recursos que podem ser adicionados de maneira personalizada”, detalha o executivo.
A aposta é oferecer às organizações maior controle sobre a distribuição do que é produzido, audiência e receitas, reduzindo a dependência de sistemas de terceiros.
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