TECNOLOGIA

Empresa brasileira de streaming amplia atuação em Portugal e mira expansão internacional em 2026

Plataforma criada pela curitibana Watch Labs foi usada na transmissão do Rock in Rio Lisboa, que alcançou mais de 20 mil usuários em 95 países

Agosto 25, 2026

A curitibana Watch Labs criou toda a tecnologia para a transmissão do Rock in rio Lisboa que chegou a mais de 20 mil pessoas em 95 países

A transmissão do Rock in Rio Lisboa 2026 marcou um novo momento para a Watch Labs, empresa de Curitiba especializada em tecnologia para streaming e eventos ao vivo. O projeto alcançou mais de 20 mil usuários em 95 países e 1.618 cidades, com cerca de 65% de engajamento. Segundo a companhia, 20% da audiência acessou a plataforma de fora de Portugal.

Fundado em 2018, o grupo se internacionalizou em 2024 e escolheu o país como porta de entrada para a expansão. Além da Watch TV, conteúdo sob demanda oferecido a mais de 2,6 mil provedores de internet, há uma unidade voltada ao desenvolvimento de aplicativos próprios para empresas, eventos e organizações.

“O Rock in Rio Lisboa nos abriu portas e consolidou nossa presença na Europa. Já desenvolvemos soluções para streaming e eventos ao vivo antes, mas essa entrega mostrou ao mercado internacional que conseguimos operar um sistema de grande escala, com rapidez, estabilidade e foco na experiência do usuário”, afirma Fhabyo Matesick, CMO da Watch Labs.

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Portugal como ponto de partida

A operação portuguesa já conta com sete colaboradores, além do suporte da equipe no Brasil. A estratégia, segundo Ricardo Presa, adviser da Watch Labs na Europa, é estabelecer parcerias e desenvolver novos trabalhos ligados principalmente a festivais, cultura e esporte.

Ricardo Presa, da Watch Labs, afirma que a empresa tem metas ambiciosas até o fim desse ano. Crédito: divulgação

É importante criarmos parcerias com diferentes entidades e associações para que os produtos tenham sucesso”, afirma. A empresa também prepara o lançamento de uma nova solução em setembro e prevê outras novidades até o fim de 2026.

Entre os projetos desenvolvidos no país está uma plataforma de transmissão para as Associações de Futebol Regionais, que reúne clubes das divisões inferiores do Campeonato Português e tem forte audiência dos brasileiros. Para Presa, a grande presença desta comunidade no país também pode abrir espaço para novas ideias.

Teremos produtos que serão lançados em Portugal e também para fora, mas muito interessantes para os brasileiros“, diz.

Há também, em desenvolvimento, um serviço voltado a detentores de direitos esportivos. A ferramenta permite que uma entidade esportiva tenha um site dedicado à exibição dos jogos ao vivo, com informações sobre a competição e os clubes, além de melhores momentos em vídeo e estatísticas. “Será um ecossistema do esporte, que estará aberto não só para Portugal, mas para o mundo”, explica Presa.

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O objetivo da Watch Labs, garante o executivo, é começar no mercado português, mas também olhar para fora. “Nossa meta é ser global desde o primeiro dia“. Neste ano, chegou a Miami, nos Estados Unidos. Entre os destinos considerados estratégicos estão Angola, França e Índia. Queremos, até o fim do ano, ter clientes em pelo menos três continentes, com foco nas indústrias de mídia e de esportes.

Tecnologia própria

A Watch Labs desenvolve infraestrutura para distribuição de conteúdo em vídeo sob demanda e transmissões ao vivo, inclusive de eventos com múltiplos palcos.  As plataformas podem ser acessadas diretamente pelo navegador, sem a necessidade de baixar um aplicativo. A empresa também oferece ferramentas de monetização e análise de dados, além de permitir que cada projeto seja adaptado às necessidades do cliente. “Temos vários recursos que podem ser adicionados de maneira personalizada”, detalha o executivo.

A aposta é oferecer às organizações maior controle sobre a distribuição do que é produzido, audiência e receitas, reduzindo a dependência de sistemas de terceiros.

renan@revistaentrerios.pt

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