Cultura

Museu Gulbenkian reabre com entrada gratuita: veja o que mudou e por que você precisa visitar neste fim de semana

Reforma devolve o projeto original de um dos espaços mais importantes da Europa

Julho 18, 2026

Museu Gulbenkian. Crédito: Jordan Alves
Museu Gulbenkian. Crédito: Jordan Alves

Depois de quase um ano e meio de portas fechadas para uma ampla requalificação, o Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, volta a receber visitantes neste sábado (18), marcando também as celebrações dos 70 anos da Fundação Gulbenkian. Além da reabertura, o público poderá aproveitar nove dias de entrada gratuita, ou seja, até domingo (26) para conhecer o espaço renovado e a exposição especial “Gulbenkian, 70 anos em cartaz”, em cartaz até outubro. A reforma modernizou os sistemas de iluminação, climatização, segurança e vitrines, mas teve como principal objetivo devolver ao museu a atmosfera da inauguração, há quase 60 anos.

O trabalho de restauração foi baseado em uma  pesquisa nos arquivos da instituição para recuperar materiais, texturas e soluções arquitetônicas que haviam sido modificadas ao longo das décadas. Revestimentos de seda voltaram às vitrines, as paredes pintadas deram lugar aos acabamentos originais. A renovação também restabeleceu a integração entre as galerias e o Jardim Gulbenkian, permitindo maior entrada de luz natural de forma controlada, marca registrada do projeto original.

Museu Gulbenkian reabertura. Crédito: Jordan Alves
Teresa Nunes da Ponte e Xavier Francesco Salomon na visita à imprensa nesta quinta (16) no Museu Gulbenkian. Crédito: Jordan Alves

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Responsável pelo projeto de renovação, a arquiteta Teresa Nunes da Ponte comemorou o resultado e destacou que a intervenção respeitou a essência do museu:

“O meu sentimento, em primeiro lugar, os 70 anos da Fundação são muito importantes para todos nós, devido à generosidade desta Fundação para a humanidade. Em termos do museu, eu tenho que dizer que estou muito satisfeita, porque acho que os objetivos originais, a Fundação pretendia que se fizesse uma renovação neste sentido, voltar às regras e aos princípios do projeto original, e eu acho que foram plenamente conseguidos. Acho que os ambientes são muito semelhantes aos originais, portanto, estou bastante satisfeita”, afirmou.

Já o novo diretor do Museu Gulbenkian, Xavier Francesco Salomon, contou que a redescoberta do espaço continua acontecendo diariamente. Depois de oito meses acompanhando as obras, ele revelou que ainda encontra novidades no edifício: “várias, muitas”, todos os dias.

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Para Xavier Francesco Salomon, o museu recupera agora uma característica única no cenário internacional: a perfeita integração entre coleção, arquitetura e paisagem. Segundo o diretor, o objetivo é fazer com que os visitantes voltem a concentrar a atenção nas grandes obras reunidas por Calouste Gulbenkian, agora apresentadas em um ambiente que recupera o espírito concebido pelos arquitetos Ruy Jervis d’Athouguia, Alberto Pessoa e Pedro Cid na década de 1960.

Museu Gulbenkian reabertura. Crédito: Jordan Alves
O projeto devolveu ao museu a conexão com o Jardim Gulbenkian. Crédito: Jordan Alves

Para Xavier Francesco Salomon, a reabertura devolve ao público uma experiência única, que faz do Gulbenkian uma referência internacional:

“Não existe outro museu no mundo que apresente esta íntima relação entre arquitetura, natureza e coleção. A maravilhosa coleção de Calouste Gulbenkian vai agora ser vista da melhor forma possível, num espaço que recupera o modelo e o espírito originais”, afirma o diretor.

A expectativa é que a combinação entre a reabertura, os nove dias de entrada gratuita e a programação especial dos 70 anos da Fundação atraia milhares de visitantes ao museu já a partir deste fim de semana. O Museu Calouste Gulbenkian fica na Av. de Berna, 45A, em Lisboa, e funciona de quarta a segunda-feira, das 10h às 18h, permanecendo fechado às terças-feiras. A reabertura ao público acontece neste sábado (18), com nove dias de entrada gratuita.

jordan@revistaentrerios.pt

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