Quando comecei a escrever este texto, havia acabado de assistir ao fracasso do Brasil contra a Noruega na Copa do Mundo. Ou seja, antes das definições das semifinais. Depois, com o resultado final, resolvi fazer apenas ajustes pontuais.
O (merecido) título da Espanha diante de Argentina, numa frustrante decisão de mão única, não mudou em absolutamente nada o tema principal aqui abordado.
Nem mesmo a covardia argentina nos 120 minutos teve impacto na minha teoria. Ainda na fase de grupos, a competição de 2026 ficou marcada por diversas discussões. Algumas úteis, outras nem tanto. Teve bastante assunto necessário, mas também muito tema sem sentido.
Neymar deveria ter sido chamado por Carlo Ancelotti? Cristiano Ronaldo tinha condições de ser titular indiscutível da seleção portuguesa? Qual é o papel das bets na forma como o futebol é consumido e comercializado nos dias atuais?
Participei de várias “brigas”. Mergulhei de cabeça em praticamente todas. Tanto no Brasil, como em Portugal, resolvi “criar” o meu próprio debate. Promovi a seguinte questão nos dois países: Lionel Messi é o único que pode duelar com Pelé pelo posto de melhor jogador da história?
Para nós, brasileiros, Edson Arantes do Nascimento sempre foi indiscutível. Expoente máximo. Só faltou fazer chover no Santos e na seleção brasileira. Para muitos outros, argentinos ou não, Diego Armando Maradona atingiu mesmo nível do Rei. Estariam em patamar igual.
Admito que nunca comprei totalmente esta versão, apesar de compreendê-la na perfeição. Maradona foi gigante. Um Deus na Argentina e também na Itália, onde brilhou no Napoli. Razão de pura adoração. Há, inclusive, quem o trate como religião.
Infelizmente, acompanhei pela televisão somente a (melancólica) reta final da gloriosa carreira do craque argentino. Por outro lado, “cansei” de ver Lionel Messi. Assisti in loco no Barcelona e na seleção, especialmente na campanha do histórico título mundial, no Qatar, em 2022.
Repito: não sabia, no começo desta dissertação, se a Argentina ganharia ou não a Copa do Mundo de 2026. Muito honestamente, tanto faz. E tanto fez. Isso porque tinha — e continuo a ter — muito bem definido aquilo que penso.
Para mim, Messi ultrapassou a comparação com o compatriota Diego Maradona. E também já superou há tempos o confronto direto com o adversário geracional, o português Cristiano Ronaldo.
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