Pela primeira vez na história, Portugal sediará uma Copa do Mundo, ao lado de Espanha e Marrocos que receberão 101 dos 104 jogos previstos para o torneio em 2030. Os três restantes serão disputados na Argentina, Paraguai e Uruguai, como forma de homenagear o centenário da competição.
As cidades-sede ainda não estão oficializadas, até 18 estádios em 20 cidades se candidataram. Portugal indicou três estádios para sediar os jogos da Copa: o Estádio da Luz, do Benfica; o José Alvalade, do Sporting, ambos em Lisboa; e o Estádio do Dragão, do Porto, na região norte do país.

Em Portugal, o Benfica anunciou o novo projeto do Benfica District para o Estádio da Luz, a fim de ampliar a capacidade do local para 80 mil pessoas. A ideia é que as reformas se iniciem em 2027 e acabem em 2029 para estar pronto até o mundial. O palco benfiquista é cotado para receber uma das semifinais do torneio.
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Já o José Alvalade também ampliou a sua capacidade para mais de 52 mil pessoas e deverá realizar remodelações no entorno da área da arena que custarão 200 milhões de euros com conclusão até 2029. Por fim, o Porto também tem realizado reformas no Estádio do Dragão.
Obras de infraestrutura
Para além dos estádios, também há expectativas quanto ao que a Copa do Mundo oferecerá para Portugal em termos de infraestrutura e capacidade para receber torcedores do mundo inteiro. A expectativa da PwC Portugal e do NovoBanco é que o país crie 20 mil novos empregos, receba 500 mil turistas e que o torneio tenha um impacto de 800 milhões de euros para o PIB, “superando em oito vezes o investimento realizado na organização do torneio”.

Uma das novidades já anunciadas é um investimento de 450 milhões de euros para a instalação de um parque temático de futebol na cidade de Santarém, que inclui áreas de entretenimento, parque de diversões, restaurantes, hotel e espaços para shows e eventos.
Para além delas, importantes obras de infraestrutura na cidade de Lisboa também já estão em andamento. A conclusão da linha circular do metro com novas estações está prevista para setembro de 2027, mas o projeto passa por atrasos. Já a linha vermelha que está prevista para chegar até Alcântara e deve custar mais de 400 milhões de euros passa por dificuldades para o financiamento por parte do governo português.
Além disso, outras obras de grande porte como a Terceira Travessia do Tejo, uma nova ponte para a ligação pelo Rio Tejo com a Margem Sul, e a construção do novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete, ainda se encontram em fase inicial e não devem ficar prontas até a Copa.
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Enquanto isso, a capital portuguesa passa por diversas obras para conseguir aumentar sua capacidade de receber mais turistas e ainda busca resolver os problemas com as longas filas de espera na imigração na chegada ao país e que têm causado problemas para o turismo e a economia do país. O país corre para garantir que o “legado” do Mundial se torne algo representativo para toda sua população.
Esta reportagem foi publicada originalmente na edição impressa da EntreRios, disponível mensalmente em bancas de Portugal. Para ter acesso a conteúdos exclusivos e receber a revista em casa, assine aqui.
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