Grandes momentos

Tudo o que você não viu na final da Copa do Mundo de 2026

A despedida de Messi, a emoção de Lamine Yamal com o irmão caçula, as apresentações musicais e as cenas que viralizaram nas redes sociais

Julho 20, 2026

Seleção espanhola comemora o título. Crédito: Agência Lusa
Seleção espanhola comemora o título. Crédito: Agência Lusa

A Espanha conquistou o segundo título mundial da sua história ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação na noite de domingo (19). Fora das quatro linhas, a decisão também chamou a atenção por momentos inesperados, homenagens, reencontros, lágrimas e cenas que rapidamente se espalharam pelas redes sociais.

Do primeiro show do intervalo da história do Mundial ao adeus emocionado de Lionel Messi, passando por um menino de três anos que conquistou os torcedores e até pelas vaias dirigidas a Donald Trump, reunimos os principais episódios.

O primeiro show do intervalo da história da Copa

Inspirada no Super Bowl, a FIFA promoveu pela primeira vez um espetáculo durante o intervalo da final. A pausa, normalmente de 15 minutos, foi estendida para cerca de 27 minutos para receber uma produção comandada por Chris Martin, vocalista dos Coldplay, em parceria com a Global Citizen.

A novidade dividiu opiniões. Muitos elogiaram a dimensão do espetáculo, enquanto outros defenderam que a tradição do futebol deveria ser preservada.

Ronaldo e Ronaldinho roubaram a cena ao lado de Madonna

Madonna abriu a apresentação ao som de Music, mas foram dois brasileiros que provocaram uma das maiores explosões do estádio. Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho surgiram primeiro num vídeo gravado nos bastidores e, depois, entraram em campo ao lado da cantora, conduzindo o veículo que a levou até ao palco montado no gramado. A participação tornou-se um dos assuntos mais comentados nas redes sociais.

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Ronaldo e Ronaldinho roubaram a cena ao lado de Madonna. Crédito: Agência Lusa

Ronaldo e Ronaldinho roubaram a cena ao lado de Madonna. Crédito: Agência Lusa

Shakira dividiu o palco com crianças ugandesas

Depois de abrir a Copa um mês antes, Shakira voltou para encerrar o Mundial interpretando Dai Dai, a música oficial do torneio, ao lado do cantor nigeriano Burna Boy.

Um dos momentos mais bonitos aconteceu quando o grupo ugandês Ghetto Kids, conhecido pelas coreografias virais nas redes sociais, entrou em cena acompanhado de dezenas de crianças vencedoras do Dai Dai Challenge, transformando o gramado numa grande celebração da diversidade e da inclusão.

Keyne voltou a ser a estrela mais fofa da Copa

Lamine Yamal levantou a taça, mas quem voltou a conquistar a internet foi o irmão mais novo. Com apenas três anos, Keyne apareceu diversas vezes durante a final a fazer caretas, acenar para o irmão, bater palmas e brincar com as câmaras do estádio. Depois do apito final, correu para os braços de Lamine no gramado, protagonizando uma das imagens mais emocionantes da noite.

Lamine Yamal com a mãe a o irmão Keyne. Crédito: Reprodução Instagram

Lamine Yamal com a mãe a o irmão Keyne. Crédito: Reprodução Instagram

Não foi um episódio isolado. Desde o início do Mundial, o pequeno espanhol tornou-se presença constante nas transmissões, conquistando adeptos muito para além da Espanha.

O adeus emocionante de Lionel Messi

Mesmo derrotado, Lionel Messi viveu um dos momentos mais marcantes da noite. Ao receber a medalha de vice-campeão, o argentino não conseguiu conter as lágrimas. Virou-se para a bancada onde estavam os adeptos argentinos e foi aplaudido durante vários minutos enquanto milhares de pessoas gritavam o seu nome.

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Lionel Messi chora após derrota. Crédito: Agência Lusa

Lionel Messi chora após derrota. Crédito: Agência Lusa

A cena foi interpretada como uma despedida da Copa do Mundo. Aos 39 anos, Messi já tinha deixado em aberto que esta seria, muito provavelmente, a sua última participação no torneio.

Trump e Infantino foram vaiados

Nem todos os protagonistas da cerimônia foram recebidos com entusiasmo. Quando Donald Trump e Gianni Infantino entraram no gramado para participar na entrega das medalhas e da taça, parte significativa do público respondeu com fortes vaias. O episódio rapidamente ganhou repercussão internacional e tornou-se um dos assuntos mais comentados após a final.

Donald Trump e Gianni Infantino foram vaiados. Crédito: Agência Lusa

Donald Trump e Gianni Infantino foram vaiados. Crédito: Agência Lusa

Pelé foi lembrado num dos momentos mais emocionantes

A organização também reservou espaço para homenagear Pelé. Durante o espetáculo foram exibidas imagens históricas do Rei do Futebol, incluindo o famoso momento em que pede ao público que repita a palavra “amor”. A cena aconteceu em 1º de outubro de 1977, antes do último jogo de sua carreira, durante o amistoso entre New York Cosmos e Santos no Giants Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.  A homenagem emocionou brasileiros e adeptos de diferentes nacionalidades presentes no estádio.

Dos Muppets a Ted Lasso

Quem esperava apenas música acabou surpreendido. Os Muppets participaram de uma versão de Seven Nation Army, enquanto personagens da série Ted Lasso introduziram Justin Bieber antes da sua atuação. A mistura entre futebol, televisão e cultura pop deu ao espetáculo um formato muito semelhante ao do Super Bowl.

Um desfile de celebridades nas bancadas

A decisão reuniu um verdadeiro elenco internacional. Beyoncé e Jay-Z acompanharam a partida nas bancadas, assim como Matt Damon, Carlos Alcaraz e diversas personalidades do esporte e do entretenimento. Tom Cruise também participou da cerimônia de encerramento, subindo ao palco antes da entrega da taça.

Os memes começaram antes mesmo do apito final

Como acontece em todos os grandes eventos, as redes sociais reagiram em tempo real. O protagonismo de Keyne, o intervalo de 27 minutos, a presença dos Muppets, a participação de Madonna, Ronaldo e Ronaldinho, além das lágrimas de Messi, dominaram plataformas como X, Instagram e TikTok durante horas. A discussão sobre a introdução do show do intervalo numa final da Copa também dividiu adeptos: alguns elogiaram o espetáculo, enquanto outros defenderam que o futebol não precisa seguir o modelo do Super Bowl.

renata@revistaentrerios.pt